12 de abril de 2015

A ciência prova: gatos são terapeutas holísticos

Estudos científicos têm demonstrado que os gatos são mais do que bons amigos e animais de estimação. Eles são verdadeiros terapeutas e podem ser uma óptima opção para pessoas que sofrem de doenças, principalmente cardíacas.
Sabia que possuir um gato pode reduzir o risco de ataque cardíaco? Esta descoberta foi resultado de um estudo com cerca de 4.000 americanos por investigadores da Universidade de Minnesota. Depois de 10 anos de pesquisa, os donos de gatos apresentaram um risco de 30% a menos de sofrer ataque cardíaco, em comparação com aqueles que não possuem gato.


Outro estudo recente, a Dra. Karen Allen, uma investigadora da Universidade Estadual de Nova York, descobriu que corretores com hipertensão que adoptaram um gato, tiveram menores leituras de pressão arterial em situações stressantes do que aqueles que não possuem o animal de estimação. No início do estudo, os corretores foram prescritos com o remédio anti-hipertensivo Lisinopril. Metade dos participantes foram seleccionados aleatoriamente para obter um cão ou gato como animal de estimação. Seis meses depois, Allen e seus colegas realizaram testes com os participantes para medir alterações na pressão arterial. Descobriram que a pressão arterial induzida pelo stresse continuou a subir nos corretores sem animais de estimação. Os corretores com animais também tiveram aumentos na pressão arterial, mas de apenas metade se comparado com o outro grupo.
Nessa pesquisa, que foi publicada no site da Univesidade de Buffalo e apresentada à Associação Americana do Coração, concluíram que os gatos controlam a pressão arterial melhor do que os medicamentos inibidores da enzima conversora da angiotensina (também chamados de inibidores da ECA), que ajudam a relaxar os vasos sanguíneos. Sendo assim eles são, literalmente, mais eficazes na regulação dos níveis de pressão arterial do que a medicina moderna.

Cura Psicológica

Além de melhoria na saúde do coração, os gatos também auxiliam na produção de oxitocina no cérebro. Em um estudo publicado na revista Frontiers of Psychology, pesquisadores concluíram que os gatos, por causa do impacto que têm sobre os nossos níveis de oxitocina, são capazes de reduzir a agressão, aumentar a empatia, aprimorar a aprendizagem e produzir um aumento da confiança em outras pessoas. A oxitocina é uma hormona produzido no hipotálamo, conhecido como hormona do amor. Quando isso acontece, os níveis de cortisol (hormona do stress) diminuem, promovendo uma sensação de bem estar físico e emocional, deixando corpo e mente em harmonia, fortalecendo o sistema imunológico, dentre outros benefícios.


O Ronronar dos Felinos

Alguns especialistas vão ainda mais longe e afirmam que o ronronar dos gatos pode curar graças às vibrações e sons graves que produz. De acordo com um artigo publicado na revista Scientific American, os gatos ronronam com um padrão consistente de frequência entre 25 e 150 hertz. Cientistas demonstraram que os felinos produzem o ronronar através de movimentos intermitentes da laringe e dos músculos do diafragma, e concluíram que as frequências de som nesse intervalo podem melhorar a densidade óssea e promover a cura de células. Os pesquisadores afirmam que, como o gato conserva energia através de longos períodos de descanso e sono, é possível que o ronronar seja um mecanismo que estimula músculos e ossos sem gastar muita energia. A resistência desses animais tem facilitado a noção de que possuem “sete vidas” e o ronrom pode fornecer uma base para essa mitologia felina.

Embora seja tentador afirmar que os felinos ronronam porque estão felizes, é mais plausível que o ronronar seja um meio de comunicação e uma fonte potencial de auto-cura. Esta descoberta pode fornecer ajuda para a medicina moderna, contribuindo para o tratamento de osteoporose e atrofia muscular.

Na mitologia egípcia, Bastet é uma divindade solar e deusa da fertilidade, além de protectora das mulheres.
Apesar das diversas pesquisas actuais, os dons do gato não eram segredo para os nossos ancestrais, principalmente para os antigos egípcios, que os tratavam como deuses. Eles eram adorados, sendo muitas vezes retratados em hieróglifos repletos de jóias. Além disso, naquela época matar um gato mesmo por acidente, era considerado um ato criminoso punível com a morte.
Os gatos podem não serem deuses, mas temos evidências suficientes com relação aos seus poderes de cura e podemos concluir que eles são verdadeiros terapeutas holísticos. Com estas novas descobertas, não existem dúvidas quanto à sua influência positiva na saúde dos seres humanos.
Não deixe de ver o vídeo abaixo (em inglês), trata-se de uma experiência com os felinos e sua capacidade de nos transmitir momentos de alegria e serenidade sendo óptimos companheiros.



https://youtu.be/35T8wtmTbVg

8 de abril de 2015

Tumores baço dos cães

Introdução
O baço é um órgão do sistema imune localizado no lado esquerdo do abdómen no cão e no gato. Embora não seja um órgão vital (os nossos animais domésticos podem viver sem ele) ele desempenha algumas funções importantes na resposta imunitária.


O baço pode ser origem de vários tipos de neoplasias importantes nos nossos animais, algumas delas relativamente comuns. O diagnóstico destas neoplasias pode ser feito através de palpação abdominal e/ou recorrendo a técnicas de imagiologia como a radiografia e principalmente, a ecografia. Depois de identificada a neoplasia, o diagnóstico definitivo é conseguido mediante citologia ou biópsia após remoção cirúrgica do baço.


Diferentes tipos de neoplasias do baço em cães e gatos


Hemangiossarcoma- Trata-se de um tumor maligno dos vasos sanguíneos comum em cães. Por ter origem nos vasos sanguíneos, estes tumores sangram facilmente e muitos cães apresentam-se na consulta de urgência com quadros de choque hemorrágico (perdas de sangue abundantes para o abdómen). O tratamento consiste na remoção de baço e administração de quimioterapia adjuvante.
Nódulo principal com metástases 
Linfoma- O linfoma pode surgir no baço na forma de doença disseminada envolvendo também este órgão ou limitar-se a ele. Esta última forma é mais comum em gatos, embora alguns cães possam apresentar linfomas indolentes (crescimento lento) que podem ser curados apenas com cirurgia sem necessidade de recorrer a quimioterapia. Todas as outras formas envolvem tratamento com quimioterapia.

Mastocitoma- Mais comum em gatos. Tal como o linfoma pode ser diagnosticado por citologia. O tratamento consiste na remoção do baço e quimioterapia após a cirurgia conseguindo-se em alguns casos esperanças de vida de 2 anos.
Mastocitoma
Sarcoma histiocítico- Neoplasia altamente maligna. Recentemente, a utilização de um novo medicamento- lomustina- permitiu-nos obter melhores resultados no seu tratamento.

Hematoma/esplenomegália/nódulo hiperplasia- Nem sempre um baço aumentado de tamanho é sinónimo de cancro. Hematomas, nódulos benignos de hiperplasia e aumento de tamanho do baço associados a outras doenças (anemia, hemoparasitas) são os principais diagnósticos diferenciais. Para distinguir todos estes achados é importante enquadrar a sintomatologia com os achados ecográficos e, se possível, realizar citologia aspirativa.

Conclusão


Existem várias doenças tumorais no baço. Algumas delas benignas, outras bastante agressivas. Felizmente, mesmo nestes últimos casos, já existem modalidades de tratamento que nos permitem conseguir períodos mais ou menos longos de qualidade de vida para os nossos animais.

 
Calcificação nodular baço

6 de abril de 2015

As mais pequenas raças de gatos

American curl

Esta raça é originária da Califórnia do sul e é a única raça que tem as pontas das orelhas curvadas para trás. Pesam entre 2 a 4 kg.

Cornish Rex

O pelo destes gato é suave como penas, pesam entre 2 a 4kg.
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Devon Rex

O deven rex é um animal com orelhas grandes e corpo esbelto sendo apontada como uma das raças mais inteligentes de gatos. Pesa entre 2 a 3 kg.
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Munchkin

Esta raça foi apurada para ser uma raça anã, pesam entre 1 a 3kg.

Singapura

A raça singapura é a considerada mais pequena de todas, pesam entre 2 a 3 kg.

O que ter em conta quando se vai escolher um gato

Decidir trazer um novo gato ou gatinho para casa é algo muito entusiasmante, mas também intimidante. Como em todas as decisões importantes, deve ser recolhido o máximo de informação. Tem de ter em consideração como o seu gato se irá enquadrar no seu estilo de vida. Escolha cuidadosamente.



RAÇA PURA OU RAÇAS CRUZADAS? 


Gatos de raça pura


Na verdade, muitas pessoas não estão a par da imensa variedade de raças puras existentes. São mais de 100 raças oficiais e variedades de cor de gatos domésticos de raça pura e 5 categorias básicas: Persas ou pelo comprido, outros gatos de pelo comprido, gatos ingleses de pelo curto, gatos americanos de pelo curto e estrangeiros de pelo curto.


A maior vantagem de ter um gatinho ou gato de raça pura é que tanto a aparência bem como a personalidade do seu gato podem adaptar-se bem ao perfil dessa raça em particular. Por exemplo, um siamês de raça pura será provavelmente mais ruidoso, malandro e sequioso da sua atenção. Mais concretamente, comprar uma raça pura dar-lhe-á a indicação do tamanho que o gatinho atingirá, do tamanho do pelo e de quaisquer problemas de saúde específicos da raça.

No entanto, tenha em consideração que não é só o tamanho e a personalidade que são previsíveis numa raça pura. Várias gerações de cruzamentos de raças levaram a uma maior vulnerabilidade a doenças geneticamente herdadas e a uma tendência crescente de problemas comportamentais.



Gatos de raças cruzadas

As raças cruzadas provêm de duas raças puras diferentes. Os cruzamentos felinos são menos comuns do que no mundo dos cães, mas existem. Na verdade, muitas novas raças puras foram cuidadosamente cruzadas com várias raças (por exemplo, o tonquinês surgiu do cruzamento do siamês com o birmanês). A maior parte das raças cruzadas disponíveis atualmente serão o resultado de acasalamentos acidentais, onde uma fêmea de raça pura encontrou outra raça em vez do "companheiro" pretendido. Com o cruzamento de raças, é geralmente possível encontrar alguns traços comportamentais e físicos de ambas as raças, por exemplo, o cruzamento de um gato siamês pode ter uma estrutura física semelhante à de um siamês, mas não ter as manchas pontiagudas. A natureza do siamês poderá também estar presente, apesar dos traços estarem diluídos. Assim, o gato poderá ser ruidoso e obstinado, mas não tão exigente quanto um siamês de raça pura.



Gatos de raças mistas

Também conhecidos como gatos sem raça definida, estes gatos provêm de raças cruzadas. Os cruzamentos mais comuns são os chamados "pelo curto doméstico" ou "pelo comprido doméstico". A sua principal desvantagem é que não é possível prever como crescerá um destes gatinhos – por exemplo, qual o seu tamanho em adulto e o tipo de pelo ou mesmo as características principais. Mas para muitos donos que gostam do elemento surpresa, isto é uma vantagem! Ao contrário dos cachorros, os gatinhos não são assim tão diferentes no que se refere ao tamanho ou forma, por isso não ficará muito surpreso com o resultado final.

As vantagens mais significativas de escolher raças cruzadas prendem-se com a saúde e a personalidade no que se refere ao comportamento. Geralmente, os gatos sem raça definida são mais saudáveis do que os animais de raça pura, pois dispõem de uma maior variedade de genes resistentes e poucos herdam problemas de saúde genéticos. Tendem a ter personalidades felinas mais equilibradas e robustas. Em última análise, os gatinhos e gatos de raças cruzadas são também geralmente menos dispendiosos, enquanto os gatinhos de raça pura podem ser bastante caros. 

Se o facto de não conseguir prever como um gatinho de raças cruzadas se desenvolverá, por que não ponderar um gato adulto de raças cruzadas de um centro de acolhimento de animais? Existem muitos gatos adultos que por motivos alheios, procuram novos donos. Habituados a uma vida doméstica, adaptar-se-ão a si e à sua família com muita facilidade, se lhes for dada a oportunidade. 

GATO OU GATINHO? 

Poucas pessoas conseguem resistir a gatinhos. São ternurentos, brincalhões, malandros e curiosos. Simultaneamente, requerem muita vigilância e atenção. Está disposto a investir o tempo e energia necessários para tomar conta de um gatinho com responsabilidade? 

Gatos adultos 

Os gatos adultos também são brincalhões, mas tenha em consideração que passaram os primeiro anos em casa de outras pessoas, com acesso ao exterior ou até na rua. Sejam quais for os condicionalismos que tenham sofrido, a sua personalidade já está definida e poderá ser mais fácil de perceber. Com alguma sorte, poderá obter informações dos anteriores donos, incluindo hábitos com a liteira, preferências alimentares e personalidade. 

Gatos com mais de 7 anos 

Os gatos com mais de 7 anos são muitas vezes mais difíceis de realojar. No entanto, são excelentes animais de companhia e apresentam maior probabilidade de dormirem a noite toda. Os problemas mais comuns como a micção ou agressões indevidas, especialmente com outros gatos, são menos prováveis num gato com mais de 7 anos que tenha essencialmente "demonstrado" a sua compatibilidade. 

O IMPACTO NA SUA FAMÍLIA 


Se o seu lar já conta com a presença de um gatinho e está determinado a trazer outro para casa, um gatinho poderá causar menos conflitos sociais do que um adulto. Se não tem um gato mas pensa ter vários, considere adotar um ou dois gatinhos ao mesmo tempo que cresçam juntos, evitando futuras quezílias. 

Provavelmente a melhor forma de decidir a idade ideal do seu futuro pet é brincar com cada gato ou gatinho disponível para adoção. O afeto resume-se a química e é difícil de prever. 



MACHO OU FÉMEA?

Desde que tenham sido castrados, tanto os machos como as fêmeas são animais de companhia maravilhosos e existem muito poucas diferenças comportamentais entre os dois. Para todas as pessoas que afirmam que as fêmeas são mais ternurentas e os machos mais independentes, existirá sempre alguém com um “menino da mamã” ou uma fêmea assertiva.

• De um modo geral, os machos são um pouco maiores do que as fêmeas. 
• Os machos que não foram castrados podem apresentar vários problemas, como desaparecerem, marcarem o território através de urina e agressividade. 
• As fêmeas não esterilizadas podem ser muito ruidosas e difíceis de manter em casa quando começa a época do cio. As gatas conseguem engravidar muito cedo e as ninhadas não planeadas podem ser dispendiosas e difíceis de gerir.
• A escolha do sexo do animal pode ser determinada pelos gatos que já tenha. Se já tem um gato sociável (castrado), uma jovem fêmea (esterilizada) pode ser a melhor escolha para ambos.
• O custo de esterilizar uma fêmea é superior ao de castrar um macho e maior ainda se ela já estiver grávida. A maior parte das associações de acolhimento de animais já terá castrado os gatinhos antes de os colocar para adopção.



O QUE PROCURAR NUMA RAÇA?

Assim que tiver encontrado a raça que pretende e uma ninhada de gatinhos disponíveis, visite-os várias vezes antes de se decidir por um. Os traços de personalidade surgem ao fim de alguns dias ou semanas e podem ajudá-lo a decidir se um determinado gatinho seria uma boa opção para si e para a sua família. As visitas poderão começar quando os gatinhos tiverem apenas algumas semanas, mas o seu gatinho deve ter, pelo menos, sete a oito semanas antes de abandonar a ninhada. Alguns criadores optam por inverter o processo. Poderão querer visitar a sua casa para garantir que pode proporcionar um ambiente carinhoso e responsável ao seu gato.

Existem demasiados factores a ponderar quando decide trazer um gatinho para casa. Personalidade, tolerância, nível de actividade e, por fim, a forma como se integram na sua família são factores importantes.


Se um gatinho se retrai do grupo e insiste em não se aproximar de si, será provavelmente um gato tímido e não gostará de aproximações em adulto. Um gatinho que repetidas vezes tenta mordê-lo e ataca as suas mãos pode vir a brincar de uma forma muito agressiva quando crescer. Procure o gatinho que responder positivamente, mas sem agressividade, ao seu toque ou voz e aos próprios irmãos e irmãs.

Certifique-se de que os gatinhos e os gatos aparentam ser saudáveis, com olhos limpos e brilhantes, dentição branca sem excesso de tártaro, ouvidos limpos de cera espessa castanha ou preta, unhas curtas e um pelo espesso (dependendo da raça) e brilhante. A maior parte dos donos particulares e alguns centros de acolhimento permitirão que leve o seu novo animal de estimação a um veterinário para uma consulta médica antes de se comprometer definitivamente.

Tenha também em consideração, a proveniência do gatinho ou gato. Pode nunca vir a saber a identidade dos seus progenitores, mas pode sempre inquirir sobre a interacção social e afeto que o gatinho teve.

Infelizmente, os gatos e gatinhos selvagens, como os tímidos gatos vadios encontrados em campos, podem ficar para sempre marcados pelos efeitos de uma fraca socialização. Se um gatinho agir de forma muito assustada, bunfando e tentando fugir, pressuponha que este comportamento pode demorar muito a mudar, se mudar de todo. Os ambientes de casas activas e agitadas não serão o ambiente ideal para este tipo de gatinho, por isso considere escolher um novo animal de estimação amistoso e sociável.


5 de abril de 2015

Chocolate é tóxico para os cães

O chocolate é muito popular como guloseima para os animais. A maior parte das pessoas adora chocolate e muitos dos cães também. No entanto o chocolate não deve ser dado a animais. O chocolate contem um alcalóide chamado Teobromina. Este é um produto  que sendo  usado como um diurético , estimulante do coração ou como vasodilatador,   pode ser venenoso em  excesso. Certamente o cão teria que comer uma quantidade enorme do chocolate para ficar intoxicado, perguntam muitos donos?  Não necessariamente. 

As doses tóxicos são indicadas  em cerca de  100 mg/kg sendo fatais perto das  200 mg/kg. A quantidade de teobromina no chocolate depende do tipo de chocolate. O chocolate de culinária  e o chocolate preto amargo  contêm entre 15-20 mg/grama  visto que o chocolate de leite popular contem somente aproximadamente 1,5 mg/grama. Assim um Pinscher  pequeno que pesa somente 2a 4  quilos  teria que comer uma quantidade ínfima de chocolate  para evidenciar  potenciais  sinais de envenenamento. Mesmo um cão com  o tamanho de um Labrador  poderia morrer se comesse 200 gramas de   chocolate de culinária . No outro extremo da escala encontra-se o chocolate branco que é menos tóxico.


Quais  são os sinais de envenenamento por chocolate? 

Dependendo da quantidade comida realmente e do estado  de saúde do cão, às vezes nenhum sinal é aparente e o cão será encontrado com uma falha cardíaca. Isto é  provável de acontecer   em cães mais velhos com problemas cardíacos. Os sinais habituais  são :

Excitação e nervosismo
Vómitos e diarreia
Beber muita água
Espasmo 
Que  fazer? 


Se  tiver alguma suspeita que seu cão comeu uma quantidade excessiva do chocolate, contacte o seu médico veterinário sem demora . Como logo os sinais ocorrem? Outra vez, depende em cima da quantidade de teobromina ingerida   . Um dos problemas com envenenamento por  chocolate é que os sinais demoram a surgir  frequentemente por mais de 12 horas. Um outro problema é que a teobromina uma vez absorvida pode às vezes permanecer  activa  no corpo por sobre 24 horas antes de ser eliminada. A  morte na sequência de ingestão de doses fatais de doses fatais ocorre tipicamente aproximadamente 24 horas mais tarde.

 Mesmo sem mostrar nenhuns sinais é essencial que o cão esteja mantido sob a observação próxima pelo   menos 24 horas para  verificação de algum sintoma anómalo. 

Os cães são os mais afectados devido a gostarem muito desta guloseima. No entanto os gatos também podem ser afectados por ingestão de chocolate.

29 de março de 2015

Vómitos em gatos

O assunto pode parecer desagradável, mas os vómitos são tão comuns em gatos que merecem uma atenção especial.
Vomito ou emese é a expulsão activa de conteúdo estomacal ou da porção inicial do intestino delgado com ou sem a presença de bílis, aquele líquido amarelo-esverdeado frequentemente encontrado pelos proprietários de gatos. Os movimentos que antecedem essa expulsão são muitas vezes intensos, onde o gato emite sons altos, estica o pescoço para frente e abre bastante a boca. Algumas vezes o gato apresenta salivação intensa antes ou depois do vómito, uma característica típica de náusea.
O que é de fundamental importância para o veterinário é saber se o gato apresenta vómitos ou regurgitação. De uma maneira geral a regurgitação é um processo praticamente passivo, sem grandes esforços, sem náusea e que costuma ocorrer logo após a ingestão de alimento ou água. Quando um gato regurgita praticamente não se incomoda, como se o conteúdo saísse pela boca naturalmente e o conteúdo é quase sempre alimento não digerido do formato do esófago (tubular).

TIPOS DE VÓMITO

O vómito varia de acordo com seu conteúdo, que pode ser:
- alimentar: geralmente de coloração acastanhada, devido à presença de ração digerida;
Vómito com ração não digerida
- biliar: coloração amarelo-esverdeada. A presença de bílis no vómito geralmente indica que não há mais conteúdo alimentar para ser expelido e é um sinal também de que não há obstrução à saída do estômago;
Vómito com bilis
- pelos: consistência muito firme e com o formato de uma pequena linguiça. A presença de pelos no estômago é chamada de tricobezoar ou  a famosa “bola” de pelos e é mais comum nos animais de pelo longo. Gatos se lambem bastante, o que os faz engolir muitos pelos. Esses ficam acumulados no estômago até que o gato consiga expeli-lo.
Tricobezoar
- hematêmese (vómito com sangue): líquido ou pastoso com variação de coloração que vai desde fios de sangue até um vermelho intenso, bem escuro. Esse tipo de vómito é pouco comum nos gatos e pode estar associado desde uma gastrite ou envenenamento (p.ex. veneno de rato);
- fecal: fezes podem sair juntamente com o vómito embora seja extremamente raro em gatos. Quando esse sintoma ocorre é indicação de algum tipo de obstrução grave no trato gastrointestinal e deve ser tratado como emergência.

CAUSAS

São diversas as causas de vómitos nos gatos. De entre as doenças directamente relacionadas com o trato gastrointestinal encontram-se a doença intestinal inflamatória, intolerância/alergia alimentar, gastrite, linfoma, obstipação (quando o gato não consegue evacuar), obstrução por corpo-estranho e parasitas intestinais ou gástricos.
Outras causas de vómitos, mas que não estão directamente relacionadas com o trato gastrointestinal são: diabetes, hipertiroidismo, doença renal crónica ou aguda, obstrução da uretra (machos), doenças do fígado (p.ex. lipidose hepática), pancreatite, intoxicação por plantas, veneno ou medicamentos, dor acentuada em qualquer local, peritonite e distúrbios neurológicos.

DIAGNÓSTICO

Devido à imensa lista de causas de vómitos o veterinário baseia-se, por exemplo, na história clínica, antecedentes do gato e exame físico durante a consulta. Quanto maior o número de informações, melhor!
Após seguir uma linha de raciocínio é possível que o veterinário peça alguns exames para auxiliar, como dosagens hormonais, hemograma, funções renais e hepáticas, exame de urina e de imagem, como raios-x e ECO. Entretanto outros exames podem ser adicionados de acordo com a suspeita clínica.

TRATAMENTO

Existem no mercado diversos medicamentos bastante efectivos contra o vomito e a náusea, porém é preciso tratar a causa do vómito, assim como suas consequências, como a desidratação, através da reposição de fluido por via subcutânea ou intravenosa. Muitas vezes o gato apresenta fraqueza pelo excesso de vómitos e isso se deve à perda de electrólitos, que devem ser repostos juntamente com o soro. Além disso, é preciso tratar os sintomas associados ao vómito, como a diarreia e falta de apetite.
Para “bolas” de pelos é possível oferecer diversos produtos que ajudam a minimizar este problema, mas só devem ser utilizados após recomendação veterinária.

QUANDO PROCURAR AJUDA MÉDICA

Um gato saudável pode apresentar vómitos esporádicos sem que isso comprometa sua saúde, mas quando a frequência aumenta é hora de procurar ajuda. Não é normal, por exemplo, um vómito por semana, muito menos todos os dias.
Vómitos com sangue ou fezes devem ser considerados sempre uma emergência, por isso o gato deve ser levado imediatamente ao veterinário.
Como descrito acima o vómito pode ser consequência de intoxicações medicamentosas, por isso é muito importante não dar nenhum medicamento sem prescrição veterinária.