18 de março de 2015

Gatos Vesgos

Os gatos vesgos são famosos pela internet pelo seu ar adorável e "pateta", as na verdade o que é ser vesgo? tem influencia na visão dos animais? O "vesgo" é na verdade estrabismo, que é outro nome para olhos que se fixam na posição errada. Astigmatismo é outro termo para um problema de visão no qual o gato não ve de maneira acurada. Gatos estrábicos têm problemas na percepção de profundidade e outras desordens oftalmológicas, pois todos os gatos com estrabismo têm astigmatismo, mas nem todos que sofrem de astigmatismo são estrábicos.


 Causas
Existem várias causas para o estrabismo em felinos. A mais comum ocorre devido a defeitos genéticos dos olhos. Mas outras condições potencialmente letais, tais como encefalite, lesões nos olhos ou no cérebro, vírus da leucemia felina e câncer, podem fazer com que os olhos do gato cruzem. A posição resultante do olho pode fazer com que o gato tropece em objectos e fique com medo de se movimentar.
Raças
Algumas raças de gato têm predisposição para estrabismo e astigmatismo, mas a siamesa parece ter sido a primeira a manifestá-la. Qualquer raça com a qual a siamesa desempenhou um papel importante no plantel original pode ser propensa a essas condições. Essas linhagens incluem o gato himalaio, o tailandês, o toquinês, o balinês, o ragdoll e o colorpoint de pelo curto. De acordo com o veterinário Dr. John McDonnell, os indivíduos de uma cor da raça persa, o flame e o red point, também tendem a ter os olhos cruzados. Gatos albinos também pode tender ao estrabismo.


Tipos
Há dois tipos de estrabismo em felinos — divergente e convergente. No estrabismo divergente, os olhos são virados de maneira anormal, como se estivessem tentando olhar para os lados, para baixo ou para cima de um objecto. Já no caso do convergente, as pupilas possuem um olhar cruzado mais comum, no qual elas são fixas próximas ao nariz. Outro nome para o estrabismo convergente é estrabismo medial.
Cronograma
Estrabismo e astigmatismo podem acontecer a qualquer momento da vida de um gato, dependendo da causa. Mesmo que a causa seja genética, os olhos cruzados podem se manifestar no nascimento ou durante o desenvolvimento e maturação do cérebro ou dos músculos do olho. Isso pode acontecer com os dois ou em apenas um olho.

Tratamento

Se a causa do estrabismo e do astigmatismo for a genética do animal, então não há cura. Esses gatos devem ser castrados, de modo a não transmitir o gene aos herdeiros. Mas, se o estrabismo ocorre devido a uma condição médica subjacente, então o tratamento dessa condição deve permitir que os olhos voltem para uma posição normal.

16 de março de 2015

Visão gatos

A visão é um dos sentidos mais importante para nós, assim também o é para os gatos. Apesar de ter muitas características diferentes da visão do homem, é igualmente uma visão frontal, contrariamente aos coelhos que possuem uma visão lateral.

Os gatos têm uma visão de 200 graus, amplamente superior à do ser humano, e o seu eixo de visão é também bastante diferente do nosso. Os pequenos felinos visualizam maioritariamente a parte inferior das coisas, os pés das cadeiras, das mesas e dos seres humanos. Para eles tudo é gigante. Este é um dos motivos porque os pequenos felinos adoram alturas e de trepar tudo para ficarem com uma perspectiva mais semelhante à do homem.
Os gatos não conseguem ver a menos de 20cm de distância, por isso eles retiram a comida do prato e comem-na a uma certa distância. Contrariamente ao ser humano, os pequenos felinos levam a boca á comida e não a comida à boca.
Na prática eles ajustam a comida a uma distância que consigam ver e depois agarram-na às cegas, apenas guiados pelo olfacto.

Felizmente o seu cérebro compensa esta falta de visão a curta distância com uma precisão invulgar.
Ao contrário da visão do ser humano, a visão dos gatos funciona como uma lente de uma máquina fotográfica. Quando o objecto focado é pequeno e está distante a visão do gato consegue fazer zoom e aproximar o objecto dando-lhe definição.

Em termos de cores os pequenos felinos conseguem distinguir sem qualquer problema, mas o que lhes prende a atenção é o movimento. Se não tiver movimento certamente que tentará que se mexa dando-lhe pequenos toques com as patas.

15 de março de 2015

Tarântula - novo animal de estimação.

Hoje em dia é cada vez mais comum encontrar tarântulas como animais de estimação, adquirindo-as em lojas de animas ou até mesmo pela Internet. Se nunca tratou de nenhuma tarântula anteriormente ou não possui experiência com estas, deve ter em conta algumas questões antes de adquirir uma, tais como:

1. Qual a espécie da tarântula?

É muito importante saber qual a espécie da tarântula que vamos comprar, uma vez que existem cerca de 850 espécies (terrestres e arborícolas). Assim pode pesquisar mais sobre a espécie em causa, antes de a adquirir, para ser capaz de lhe proporcionar todas as condições necessárias.

2. Onde a colocar?

As tarântulas, no geral, não necessitam de grandes espaço para viver. Podemos utilizar desde pequenos terrários de plástico (faunariuns) a terrários de vidro. Estes últimos na minha opinião são os melhores uma vês que são fáceis de limpar. O vidro não fica amarelo com o passar do tempo, não se risca e é muito mais pesado que os de plástico, dando assim mais estabilidade e segurança. O inconveniente dos terrários de vidro é que estes são mais dispendiosos que os de plástico.
O terrário deve-se localizar num local onde a luz do sol não incida directamente, pois pode interferir na saúde do nosso animal, já que estes são nocturnos.
Os terrários também variam consoante a espécie da tarântula. Se se tratar de uma tarântula arborícola o terrário deve ser alto, com ramos para a tarântula poder subir e fazer a sua teia. Se for uma tarântula terrestre, o terrário deve ser espaçoso, ou seja baixo, para evitar que a tarântula suba e haja uma eventual queda, podendo causar ferimentos no animal.
Tarântula de joelho vermelho mexicana (Brachypelma smithi)
TARÂNTULA DE JOELHO VERMELHO MEXICANA (BRACHYPELMA SMITHI)
FOTOGRAFIA: WIKIMEDIA COMMONS













3. Que substrato usar?

É importante que a tarântula tenha um bom solo, ou seja um bom substrato.
Existem vários tipos de substrato a venda, tais como vermiculite, turfa, perlite, fibra de coco, cascas de madeira, entre outros. Qualquer um destes é bastante bom pois conservam bem a humidade.
Para as tarântula arborícolas não é necessário colocar muito substrato, já que estas geralmente se encontram nas partes mais altas do terrário, onde costumam fazer os seus ninhos. Contudo, nas espécies terrestre existe a necessidade de colocar uma grande quantidade de substrato (entre 2 a 15 centímetros), dependendo de a espécie ser apenas terrestre ou se também gosta de cavar as suas próprias tocas.

4. As tarântulas precisam de luz?

As tarântulas devem ser colocadas num local onde apanhem a luz do dia, mas nunca directamente. Não necessitam de qualquer tipo de luz artificial (lâmpadas) uma vês que estas são animais completamente nocturnos.

5. Qual a temperatura adequada?

As tarântulas são animais de sangue frio. Assim sendo, devemos proporcionar-lhes uma temperatura óptima.
Dependendo das espécies, as temperaturas nocturnas podem oscilar entre os 18 e os 24 ºC, enquanto que as diurnas podem encontrar-se entre os 24 e os 33 ºC. Como regra geral, podemos dizer que a temperatura nocturna deve-se manter entre os 20 e os 22 ºC e a diurna entre os 24 e os 27 ºC.
Existem vários sistemas de aquecimento, como os fios de aquecimento, mantas de aquecimento, lâmpadas de aquecimento ou pedras de aquecimento, que pode utilizar para regular a temperatura dentro do terrário.

6. Qual a humidade adequada?

As tarântulas provêm de países de onde a humidade relativa durante a noite é bastante elevada. Assim existe a necessidade de lhe proporcionar um ambiente o mais semelhante possível ao de origem.
Para o conseguir, basta colocar um bebedouro com água e, com um pulverizador, borrifar de forma periódica o substrato do terrário. A humidade necessária varia de espécie para espécie. Adquirir um higrómetro poderá ser uma preciosa ajuda, podendo encontra-lo numa loja de animais.

7. O que comem as tarântulas?

As tarântulas são predadores e como tal, apenas comem alimento vivo.
A dieta da sua tarântula de estimação deve ser variada, alternando entre grilos, baratas, tenébrio, gafanhotos, entre outros. As tarântulas aguentam algum tempo sem comer, mas não sem beber, sendo necessário ter em permanência no terrário um recipiente com água limpa e fresca.

Os terrários

Terrários para tarântulas
TERRÁRIOS PARA TARÂNTULAS
FOTOGRAFIA: ANGELLPETS.COM
Quando se esta a pensar em comprar um terrário para a tarântula, bem como na decoração do mesmo, a primeira coisa que se deve fazer é conhecer as características e necessidades do animal em concreto. O objetivo é criar um habitat o mais parecido possível ao seu habitat na natureza.
Para recriar esse ambiente, o mais aconselhável é utilizar um terrário rectangular de vidro ou de plástico – de preferência o de vidro, pois os de plástico com o decorrer do tempo vão ficando amarelos (envelhecimento do plástico) e riscam-se muito mais facilmente.
O terrário ideal para uma tarântula terrestre, depende tanto da espécie como da idade do exemplar. O mais habitual é utilizar um terrário de 25 x 20 x 20 centímetros. Um terrário um pouco maior, com cerca de 45 x 40 x 30 centímetros, torna-se mais fácil de decorar, mas devido ás suas dimensões pode dificultar a caça à tarântula, e a tarântula não irá utilizar todo esse espaço, podendo vir a percorrê-lo mas não diariamente.
Se se tratar de uma espécie arborícola, o terrário devera ser mais alto que largo, já que fazem os seus “ninhos” nas alturas. Um terrário com 30 x 30 x 45 centímetros será o suficiente para uma espécie adulta.
Todos os terrários devem ter ventilação, isto é muito importante.
Outro dos aspectos também muito importantes quando se esta a montar um terrário éo substrato. Quando queremos escolher o substrato, temos que ter em conta a espécie.
Se for uma tarântula terrestre, o mais indicado é terra comercial – mas é preciso ter muita atenção com este tipo de terra, pois não pode conter qualquer tipo de químicos (eu geralmente compro uns saquinhos em que já vem tudo esterilizado). Caso pretenda uma solução mais económica, como apanhar terra num campo, aconselho a ferver bem essa terra para matar todo o tipo de ácaros que possam existir nela, antes de a colocar à disposição da tarântula.
Uma pequena camada de substrato de dois a três centímetros serão suficientes, mas mais uma vez destaco a grande importância de conhecer bem as características da espécie de tarântula que escolhemos – temos por exemplo uma tarântula bastante conhecida, a Aphonopelma seemanni, que pode precisar de até dez centímetros de substrato, uma vez que cava covas bastante profundas.
Relativamente á decoração, isso depende do gosto de cada um, desde que seja o mais parecido com o habitat da nossa espécie. Existem várias coisas à venda para decoração de terrários (desde plantas artificiais a paus e pedras). Pessoalmente recolho tudo da natureza para que seja o mais idêntico possível, mas antes de colocar qualquer coisa que seja perto da tarântula, fervo tudo para evitar parasitas.

Manusear uma tarântula

Tarântula de patas vermelhas mexicana (Brachypelma emilia)
TARÂNTULA DE PATAS VERMELHAS MEXICANA (BRACHYPELMA EMILIA)
FOTOGRAFIA: THINGSBIOLOGICAL.WORDPRESS.COM
Quando pensamos em pegar numa tarântula, existem dois aspectos bastante importantes em que temos devemos ter atenção. O primeiro é que o seu abdómen é muito delicado, temos que ter bastante cuidado para não a aleijar. O segundo aspecto é reduzir ao mínimo o perigo de uma possível mordidela.
Assim sendo existem três métodos (os mais seguros) para manusear uma tarântula.

1º Método

Este método consiste em colocar uma pequena caixa transparente (pode-se usar até mesmo um copo grande) sobre a tarântula e depois deslizar com cuidado um pequeno cartão ou plástico por debaixo da caixa. A tarântula colocar-se-à em cima desse cartão ou plástico, uma vez que não tem outra hipótese, podendo assim mover a tarântula com segurança.
Poderia também depois colocar uma tampa com pequenos buracos, para o animal poder respirar. Esta seria a forma mais segura de transportar a sua tarântula.

2º Método

Manusear uma tarântula
MANUSEAR UMA TARÂNTULA
FOTOGRAFIAS: JOÃO MOREIRA
Se realmente se sente seguro e quer pegar na sua tarântula de estimação, deve colocar a sua mão com a palma virada para cima, em frente à tarântula, e “empurrá-la” suavemente com um dedo da outra mão ou com algo que não a aleije. Este método não é indicado para tarântulas nervosas, pois a tarântula poderia desatar a correr pelo seu braço e numa situação dessas, poderiam acontecer duas coisas:
  • A pessoa que a está a pegar na tarântula poderia assustar-se e deixá-la cair, o que poderia causar a morte ao animal;
  • As patas da tarântula poderiam ficar presas na sua roupa, o que dificultaria muito retirar a tarântula de lá, e ela própria poderia aleijar-se a tentar soltar-se.
Se a tarântula for calma e ficar na sua mão, convêm colocar sempre a mão livre por debaixo da mão onde se encontra a tarântula – assim evita que esta caia se começar a andar.

3º Método

Manusear uma tarântula
MANUSEAR UMA TARÂNTULA
FOTOGRAFIAS: JOÃO MOREIRA
Este método consiste em levantar a tarântula. Deve segurar entre a segunda e terceira pata suavemente, mas ao mesmo tempo com firmeza, para evitar que caia. As tarântulas não estão habituadas a serem levantadas, assim deve-se levantar a tarântula lentamente. Nunca se deve pegar pelo abdómen das tarântulas, pois é muito frágil.
Uma manipulação eficaz e segura adquire-se com a experiência e conhecimento apropriado.
Com este pequeno capítulo não quero incentivar ninguém a pegar na sua tarântula, sobretudo se não se sentir seguro e confiante para o fazer. Pretendo apenas ensinar como se deve manusear uma tarântula. Uma tarântula nunca deve ser manuseada sem estar familiarizado com estes animais.

A muda da tarântula

Muda de tarântula
MUDA DE TARÂNTULA
FOTOGRAFIAS: JOÃO MOREIRA
O crescimento das tarântulas, até atingirem o estado adulto, dá-se por meio de sucessivas mudas.
O seu corpo é recoberto de uma cutícula mais ou menos espessa e rígida (exoesqueleto), excepto no abdómen e nas membranas articulares das patas.
Quando são muito jovens, fazem-no 4 vezes por ano, passando depois a uma periodicidade anual. A muda também é a oportunidade de fazer crescer novamente membros partidos, como pernas que estejam em falta. A cada etapa de crescimento, o animal perde a sua carapaça e produz outra.
Mudas de tarântula que demonstram as etapas de crescimento
MUDAS DE TARÂNTULA QUE DEMONSTRAM AS ETAPAS DE CRESCIMENTO
FOTOGRAFIA: JOÃO MOREIRA
Nas três semanas que precedem a muda, a tarântula torna-se mais calma e deixa de se alimentar. Quando chega o momento, ela tece teia e fica de costas, ficando imóvel durante várias horas, como se estivesse morta. Aos poucos, por intermédio de pulsações lentas, o cefalotórax e o abdómen abrem-se lateralmente. Com sucessivos impulsos um atrás do outro, liberta-se da velha “pele”, movimentando o dorso e deixando aparecer a nova carapaça e as novas patas.
Depois disso, a tarântula fica de costas durante algum tempo, descansando da fadiga da muda (momento em que a tarântula pode não sobreviver devido ao desgaste). O novo tecido que a reveste é bastante frágil e o animal fica particularmente vulnerável, até o momento em que a sua nova pele endureça o suficiente para protegê-la e preservá-la.
Depois de uma muda, o interior da carapaça abandonada e a nova casca do animal ficam molhados. É necessário, então, que a tarântula seque bem.
Para que a muda se faça nas melhores condições, o ambiente deve estar húmido e deve-se retirar todo o alimento vivo que possa interferir com o processo da muda da tarântula.
O veneno das tarântulas
Devido a muita gente questionar se as tarântulas são venenosas, decidi escrever também um capítulo dedicado a esclarecer um pouco este tema.
Veneno das tarântulas
O PRINCIPAL PERIGO DA PICADA DE TARÂNTULA É UMA REAÇÃO ALÉRGICA DA PESSOA
FOTOGRAFIA: WIKIMEDIA COMMONS
A tarântula É um animal venenoso. Se decidimos ter uma tarântula em casa, como animal de estimação, a primeira coisa que devemos ter em conta não é a toxidade do seu veneno em relação aos seres humanos, mas sim uma possível reacção alérgica a esse mesmo veneno (tal como acontece, de resto, com as picadas de abelha).
Existe uma pequena “regra” que em geral nos ajuda a perceber o grau de toxidade do veneno de cada tarântula, mas que como toda a regra, tem excepções:
  • Espécies americanas = Tarântulas “inofensivas”;
  • Espécies africanas e asiáticas = Tarântulas “perigosas”.
Quer isto dizer que, se a tarântula é africana ou asiática, deve ter mais preocupações do que com uma tarântula americana. Isto não significa que as espécies americanas sejam totalmente inofensivas. Temos casos como por exemplo Phormictopus cancerides e Ephebopus murinus que são tarântulas que possuem um veneno perigoso em relação a outras do mesmo continente, como as Grammostola spp. ou asBrachypelma spp..
Quando se é mordido por uma tarântula com um veneno de grande toxidade, os efeitos podem durar semanas, provocando vómitos, espasmos musculares, febre, diarreias e um inchaço no local da mordedura. Se tal acontecer, o mais aconselhável é dirigir-se rapidamente ao médico, para evitar maiores problemas.

O perigo da lagarta do pinheiro para cães

A necrose da língua ocorre em cães de todas as idades e sexos devido a contactos com esta perigosa lagarta  AThaumetophoea  pityocampa, vulgarmente  conhecida como  Lagarta do Pinheiro ou  processionária por se deslocarem em filas  é uma espécie com grande impacto negativo  em animais, em pessoas bem como nos próprios pinheiros, de que é uma praga considerada das mais destrutivas para os mesmos. Encontra-se muito vulgarmente em Portugal devido à presença dos pinheiros nas nossas manchas florestais.


 Esta praga, além do pinheiro bravo, ataca igualmente outros pinheiros: o silvestre, o laríceo, o manso, o insígne, e o pinheiro de alepo, assim como Cedrus Atlântica, Cedrus Deodara e Cedrus do Libano, como foi comprovado em matas nacionais. Esta lagarta encontra-se disseminada por todo o País, não sendo raro observarem-se os seus estragos em qualquer região de pinhal. Até nas grandes altitudes, o que para certas pragas e doenças constitui uma barreira, iremos encontrar a "processionária" a viver normalmente .



Entre Janeiro e Maio, as processionárias abandonam o pinheiro  para  se enterrarem no solo, na sequência do seu ciclo de desenvolvimento. Deixando o seu hospedeiro em fila como uma procissão ( daí o seu nome) dirigem-se em direcção ao solo onde irão continuar o seu desenvolvimento, Entre Agosto e Setembro nascem as lagartas propriamente ditas que se  agrupam em ninhos na copa dos pinheiros, de forma a manter o calor e de onde saem à noite, ligadas por um fino fio de seda que utilizam para regressar ao ninho após as suas sortida. Estas lagartas  possuem 8 receptáculos com cerca de 100.000 pêlos urticantes. A lagarta ao mover-se abre estes receptáculos libertando milhares destes pêlos e aumentando a  possibilidade de intoxicação de um animal ou de uma pessoa que entre em contacto com eles. Os pêlos agem como  agulhas, injectando as substâncias tóxicas na pele ou mucosas. 

Ninho

Os cães,  ao cheirarem  ou morderem as lagartas, fruto da sua curiosidade natural, e as crianças por brincadeira, são os principais afectados. A cabeça em especial, olhos, mucosa oral e muito geralmente a língua são as zonas mais afectadas.

Caso tenha pinheiros em casa ou nos arredores deve ter em conta que o problema que afecta o seu cão pode dever-se a esta situação. A necrose (morte) dos tecidos ocorre  geralmente e  a sua gravidade em alguns casos leva a que a única alternativa para o animal seja a eutanásia pois será impossível a sobrevivência com um mínimo de qualidade de vida.          

  
As crianças como já referimos podem também ser afectadas gravemente pela lagarta do pinheiro. Caso detecte ninhos em pinheiros de sua propriedade, estes  deverão ser destruídos. de forma alguma deve entrar em contacto com eles e deve usar luvas protectoras e máscara. Os ninhos devem ser queimados com os cuidados necessários para evitar incêndios e  deve colocar-se de forma a que os fumos da combustão não o atinjam pois são igualmente tóxicos.


Dependendo da zona e do seu clima , a intoxicação por contacto com as processionárias ocorre na primavera e no verão.

8 de março de 2015

A história dos Labradores

Labrador retriever é uma raça canina originária do Canadá. Considerado o mais popular no Reino Unido e na América do Norte, este canino teria chegado a Newfoundland, no Canadá, levado ou pelos portugueses ou pelos bascos, ou ainda pelos exploradores escandinavos. Lá desenvolveu-se sob o nome de pequeno cão de St. John. Levados à Inglaterra, estes cães foram vendidos aos ricos proprietários de terras, tendo então seu nome modificado para labrador, graças ao nome de um mar na praia de Newfoundland, o mar do Labrador.
 Esta raça, em 1950, ainda era usada como trabalhadora rural, quando passou a ser considerada excelente para companhia, graças à sua personalidade juvenil, sua tolerância e sua necessidade de brincar. Em tempos mais modernos, passou ainda a ser utilizada como raça de busca e resgate em montanhas, e como guia de cegos, além de ser uma das mais utilizadas em terapias.
Fisicamente pode atingir os 62 cm e pesar 36 á 40 kg. Sua pelagem é grossa e impermeável, e sua cauda o ajuda a nadar. Variando em quatro cores entre amarela e preta, há relatos de que os exemplares de cor mais escura tendem a ser mais amáveis.

Origem e história da raça

A raça acabou desaparecendo, em grande parte por causa dos pesados impostos sobre cães. Porém, um grupo de Labradores foi levado à Inglaterra no começo de 1800, e foi a partir desses cães, cruzados com outros retrievers, que a raça continuou. Foi também na Inglaterra que a raça ganhou reputação com um extraordinário buscador de caças de montanha. No começo, os criadores davam preferência aos Labradores pretos, e sacrificavam os de cores amarela ou chocolate. 
No começo de 1900, as outras cores começaram a ser aceitas, embora não tanto quanto a cor preta. A raça foi reconhecia pelo English Kennel Clubem 1903, e pelo AKC em 1917. Sua popularidade cresceu sem parar. Ele se tornou a raça mais popular da América em 1991 e continua sendo até hoje.Os primeiros Labradores eram geralmente cães da água que vieram dos Terra-nova. Essa raça não apenas não deu origem ao Labrador como também não foi chamada de Labrador Retriever no começo. Os Terra-nova do começo de 1800 tinham diferentes tamanhos, sendo o menor deles, “Lesser”, ou “Cão de Saint John”, a primeira encarnação do Labrador. Esses cães, pretos, de tamanho médio e pelo curto, não apenas buscavam caças, mas também peixes, puxando pequenos barcos de pesca nas águas geladas e ajudando os pescadores em todas as tarefas em que precisasse nadar.

1 de março de 2015

As melhores citações sobre animais

Rebanho

Jean Jacques Rousseau
De todos os animais, o homem é aquele a quem mais custa viver em rebanho.

Tristeza

Miguel Cervantes
As tristezas não foram feitas para os animais, mas para os homens; mas se os homens as sentem muito, tornam-se animais.

Animais Estranhos

Aldous Huxley
Os homens são animais muito estranhos: uma mistura do nervosismo de um cavalo, da teimosia de uma mula e da malícia de um camelo.

Sofrimento

Benjamim Franklin
O menino que sofre e se indigne diante dos maus tratos infligidos aos animais, será bom e generoso com os homem.

Iguais

George Orwell
Os animais são todos iguais, mas uns são mais iguais que outros.

Ferozes

Diógenes
Entre os animais ferozes, o de mais perigosa mordedura é o delator; entre os animais domésticos, o adulador.

O que seria?

Christian Hebbel
Podemos muito bem perguntar-nos: o que seria do homem sem os animais? Mas não o contrário: o que seria dos animais sem o homem?

Sentimentos

Charles Darwin
Não há diferença fundamental entre o Homem e os animais nas suas faculdades mentais(...) Os animais, como o Homem, demonstram sentir prazer, dor, felicidade e sofrimento.

Amigos

George Bernard Shaw
Os animais são meus amigos e eu não como meus amigos.

Domésticos

Machado de Assis
O mais feroz dos animais domésticos é o relógio de parede. Conheço um que já devorou três gerações da minha família.

Características

Mark Twain
Aos estudar as características e a índole dos animais, encontrei um resultado humilhante para mim.

Colaboração

Charles Darwin
Na história da humanidade (e dos animais também) aqueles que aprenderam a colaborar e improvisar foram os que prevaleceram.

Palavras

Aldous Huxley
As palavras nos permitiram elevar-nos acima dos animais, mas também é pelas palavras que não raro descemos ao nível de seres demoníacos.

Feras

Fiodor Dostoievski
Compara-se muitas vezes a crueldade do homem à das feras, mas isso é injuriar estas últimas.